Petrobras Planeja Expansão na Amazônia: 22 Novos Poços a Partir de 2026
A Petrobras anunciou um plano estratégico para ampliar sua atuação na Bacia do Solimões, no coração da Floresta Amazônica. A partir de janeiro de 2026, a companhia prevê a perfuração de 22 novos poços de petróleo e gás natural na região de Urucu (AM). O objetivo é elevar a produção e compensar o declínio natural de poços que já operam há décadas, garantindo o suprimento energético de Manaus e de outras regiões do país.
Expansão e Estratégia Exploratória
O projeto, detalhado pelo gerente geral da base de Urucu, Hilter Bandeira, foca na sustentabilidade operacional da maior reserva terrestre de hidrocarbonetos do Brasil. Dos 22 poços aprovados:
20 poços serão perfurados em áreas já conhecidas, dentro da campanha que se estende de 2026 até 2030.
2 poços serão destinados à exploração de “novas fronteiras”, visando identificar reservas inéditas que podem atrair futuros investimentos.
Atualmente, a base de Urucu abriga cerca de 100 poços, com uma produção diária de 105 mil barris de óleo equivalente. Além disso, a região é responsável por 65% da energia elétrica da capital amazonense e pela produção de 80 mil botijões de gás de cozinha por dia.
Logística e Preservação Ambiental
A base de Urucu é famosa por seu isolamento geográfico deliberado. Sem estradas de acesso, a chegada é feita exclusivamente por via aérea ou fluvial, o que impede o desmatamento ao redor de rodovias e a criação de povoados espontâneos. A Petrobras afirma que ocupa apenas 2% da área total da concessão, mantendo os outros 98% de floresta nativa preservados.
Quando um poço encerra seu ciclo produtivo, a companhia executa um programa de recuperação ambiental. Até o momento, mais de 1,5 milhão de mudas nativas já foram replantadas na região através de viveiros próprios.
Impacto Econômico e Transição Energética
A produção em Urucu é vital para o município de Coari (AM), que já recebeu mais de R$ 274 milhões em royalties nos últimos anos. Enquanto expande a produção de combustíveis fósseis de alta qualidade (baixo teor de enxofre), a Petrobras reafirma o compromisso de zerar as emissões de gases de efeito estufa até 2050, integrando a exploração amazônica a uma estratégia de eficiência de carbono.







