Sargento dos Bombeiros Salva Filho de 10 Meses de Ataque de Pitbull em Goiânia
A preparação técnica e o instinto paterno evitaram uma tragédia na Vila Santa Rita, em Goiânia, nesta segunda-feira (26). Um sargento do Corpo de Bombeiros Militar, que estava de folga, foi atacado por um cão da raça Pitbull enquanto passeava com o filho de apenas 10 meses. O incidente, registrado por câmeras de monitoramento, expõe a gravidade da negligência na guarda de animais de grande porte em áreas urbanas.
Análise: A Linha Tênue entre o Lazer e o Perigo
O ataque ocorreu de forma abrupta no momento em que o militar virava uma esquina. As imagens capturadas mostram o animal investindo com violência, chegando a derrubar o sargento. Mesmo no chão e sob a agressão do canino, o bombeiro demonstrou um controle emocional admirável: ele utilizou o próprio corpo como escudo para o bebê, travando uma luta corporal para afastar o cão enquanto mantinha a criança protegida em seus braços.
A ação só foi interrompida quando o tutor do animal saiu de uma residência próxima e conseguiu conter o Pitbull pela coleira. Embora o militar tenha sofrido escoriações, a integridade física do lactente foi preservada graças à reação imediata do pai.
Recorrência Alarmanate e Responsabilidade Civil
O episódio não é isolado e acende um alerta vermelho sobre a segurança pública na capital. No último dia 19, um ataque similar no Jardim Guanabara feriu uma criança de 2 anos e um cachorro de médio porte.
Sob a ótica jurídica e técnica, o caso caminha para uma investigação de omissão de cautela na guarda de animais. Especialistas em adestramento e segurança pública reforçam que, independentemente da raça, a responsabilidade pelo comportamento e pela contenção do animal é integralmente do tutor. A Polícia Civil de Goiás (PCGO) investiga as circunstâncias para determinar se houve negligência na manutenção dos portões ou no uso de equipamentos de segurança (coleira e focinheira) por parte do dono do cão.







