Comurg demite funcionários suspeitos de fraude em indenizações trabalhistas em Goiânia

Comurg demite funcionários por fraude em indenizações trabalhistas
Comurg demite funcionários por fraude em indenizações trabalhistas

Comurg demite funcionários suspeitos de fraude em indenizações trabalhistas em Goiânia

A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) oficializou, neste fim de semana, a demissão de um grupo de funcionários suspeitos de gerenciar um esquema de fraudes em indenizações trabalhistas. A medida ocorre após investigações internas apontarem a existência de uma estrutura articulada para manipular processos e pagamentos, gerando prejuízos aos cofres públicos municipais.

O Esquema: A “Fábrica de Fraudes”

As investigações indicam que os servidores envolvidos atuavam na manipulação de cálculos e na facilitação de acordos indenizatórios irregulares. A estrutura, apelidada internamente de “fábrica de fraudes”, utilizava-se do acesso a sistemas administrativos para inflar valores e beneficiar determinados grupos em processos contra a própria companhia.

A Comurg informou que as irregularidades foram identificadas por meio de uma auditoria detalhada em pagamentos recentes. O esquema envolveria desde a falsificação de documentos até o direcionamento de acordos que não seguiam os trâmites legais da administração pública.

Punições e Desdobramentos Jurídicos

Além das demissões por justa causa, a diretoria da Comurg encaminhou o dossiê com as provas colhidas para o Ministério Público de Goiás (MP-GO) e para a Polícia Civil. O objetivo é que os ex-servidores respondam criminalmente por crimes como:

  • Peculato;

  • Falsidade ideológica;

  • Associação criminosa.

A companhia ressaltou que está colaborando com as autoridades e que novas auditorias estão em curso para identificar se o esquema possui ramificações em outros setores da administração municipal.

Medidas de Transparência

Em nota, a Comurg afirmou que está implementando novos mecanismos de controle e compliance para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer. A revisão de todos os processos de indenizações trabalhistas dos últimos dois anos faz parte do plano de contingência adotado pela atual gestão.

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