“Milagre” em Maragogi: Celular de engenheiro goiano é resgatado do fundo do mar após 15 dias
Uma história de honestidade e persistência surpreendeu moradores de Goiânia e turistas de Alagoas nesta semana. O engenheiro civil João Manuel Braollos conseguiu recuperar seu celular, perdido nas águas cristalinas de Maragogi (AL), 15 dias após o incidente. O aparelho não apenas foi localizado no fundo do mar, mas foi devolvido ao dono em pleno funcionamento, desafiando as probabilidades de danos causados pela água salgada.
O caso ocorreu durante um passeio de caiaque em família, no dia 21 de dezembro. João Manuel relatou que só percebeu a ausência do dispositivo quando a esposa pediu o celular para registrar fotos no retorno à costa. Mesmo voltando ao local aproximado — uma área a cerca de 40 minutos de distância da areia —, o engenheiro deu o bem como perdido devido à imensidão do oceano e à movimentação das marés.
O Resgate com Detector de Metais
A sorte do goiano mudou no dia 5 de janeiro, quando o guia turístico Jardiael Silva, munido de um detector de metais recém-adquirido, realizava buscas por alianças e objetos perdidos na região. Para sua surpresa, o equipamento sinalizou a presença de um eletrônico submerso. Ao resgatar o aparelho, Jardiael percebeu que ele ainda apresentava sinais de vida.
“Achei muito incrível porque era quase impossível achar um celular ali. Acredito que foi Deus que me colocou naquele ponto”, declarou o guia. Movido pelo desejo de devolver o objeto, Jardiael chegou a tentar contato com João Manuel de madrugada, logo após carregar o aparelho e conseguir acesso aos dados de contato.
Honestidade e Reencontro
A confirmação da localização veio através de um alerta de e-mail recebido pela esposa de João, indicando que o dispositivo havia sido ligado. A devolução foi marcada pela emoção e pela gratidão à integridade do guia turístico. Jardiael destacou que a educação recebida de seu pai foi o motor para sua ação: “Meu pai sempre dizia que o bom nome vale mais que qualquer riqueza, e eu levo isso comigo”, explicou.
A resistência do aparelho, que passou duas semanas submerso em ambiente salino, chamou a atenção técnica. Especialistas indicam que modelos com certificações avançadas de resistência à água (como a IP68) podem sobreviver a imersões, embora o tempo de 15 dias no mar seja considerado um caso excepcional de conservação.







