
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o aumento de tarifas recíprocas — que afetariam países como o Brasil — foi adiado para o dia 7 de agosto, uma semana após o prazo inicialmente anunciado como inegociável. A mudança foi formalizada por meio de uma ordem executiva assinada em 31 de julho, e prevê alíquotas que variam entre 10% e 50%, chegando a 50% no caso do Brasil .
O Brasil está na lista com tarifa-base de 10%, mas Trump já havia sinalizado um aumento adicional de 40 pontos percentuais, totalizando 50% .Entre os outros países impactados estão Suíça (39%), Taiwan (20%) e Canadá (35%) .
Como os mercados reagiram ao atraso das tarifas
As bolsas globais reagiram em clima de tensão e incerteza:
Na Ásia, índices como Kospi (correia do Sul), Hang Seng (Hong Kong), Nikkei (Japão) e Taiex (Taiwan) fecharam em queda, com destaque para uma queda de quase 3,9% no Kospi, sua maior desde abril .
Na Europa, os principais mercados também operaram em baixa. O índice Stoxx Europe 600 recuou 1,24%, enquanto bolsas como Londres, Frankfurt e Paris registraram perdas entre 0,4% e 1,7% .
Nos Estados Unidos, os futuros das bolsas também registraram perdas: Dow Jones caiu aproximadamente 0,9%, e Nasdaq 100 recuou 0,8%. A volatilidade no mercado aumentou, com o índice VIX subindo para cerca de 18,5, revelando altos níveis de apreensão entre investidores.
Contexto geral
Este adiamento segue uma primeira prorrogação de 90 dias anunciada em abril, permitindo negociações com parceiros comerciais antes da aplicação das tarifas anunciadas no “Dia da Libertação” . A estratégia vem intensificando tensões comerciais com importantes blocos como União Europeia, China, Japão e repreendendo países com postura considerada “antiamericana” pelo governo Trump.
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