Mistério no Pico Paraná: As Contradições e a Conduta da Amiga de Jovem Desaparecido

Mistério no Pico Paraná: Contradições marcam sumiço de jovem
Mistério no Pico Paraná: Contradições marcam sumiço de jovem

Mistério no Pico Paraná: As Contradições e a Conduta da Amiga de Jovem Desaparecido

As buscas por Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, entraram no quarto dia neste domingo (4), em meio a um cenário de incertezas e questionamentos éticos no Pico Paraná, a montanha mais alta da Região Sul. O jovem desapareceu após a celebração do Réveillon, e o foco das investigações agora recai sobre os relatos contraditórios de sua acompanhante, Thayane, a última pessoa a vê-lo antes do sumiço.

O Abandono na Trilha: “Estilo de Vida” sob Questionamento

Relatos de testemunhas indicam que Roberto já apresentava sinais de debilidade física extrema, incluindo vômitos, durante a subida. Mesmo com o alerta de montanhistas experientes sobre o estado do jovem, Thayane teria decidido acelerar o ritmo e deixá-lo para trás durante a descida.

Em depoimentos que circulam nas redes sociais e na imprensa, a jovem apresentou versões que geraram indignação na comunidade de montanhismo. Se por um lado ela manifestou culpa, por outro justificou a separação alegando que seguir sozinha faz parte de seu “estilo de vida” e que decidiu correr ao encontrar outros atletas na trilha. O descompasso entre a vulnerabilidade de Roberto e a decisão da amiga é o ponto central das críticas de especialistas, que reforçam a regra de ouro do montanhismo: nunca deixar um parceiro para trás.

Investigação: Conflitos e Pontos Cegos

A Polícia Civil do Paraná investiga se um desentendimento entre os dois, motivado por uma brincadeira de Roberto que teria irritado Thayane, influenciou o abandono na trilha. Ao chegar à base, a jovem foi encontrada sozinha em sua barraca e não soube precisar o paradeiro do amigo, o que retardou o início das buscas oficiais.

A família de Roberto aponta lacunas técnicas nos depoimentos e clama por respostas. Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros mobiliza uma operação de guerra, com helicópteros, drones térmicos e cães farejadores, concentrando esforços em áreas críticas como o Vale do Cacatu e a Trilha do Saci. O acesso ao Pico Paraná permanece interditado para facilitar os trabalhos de resgate.

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