Impasse na PF: Risco de prisão trava volta de Eduardo Bolsonaro e ameaça cargo de escrivão

Risco de prisão impede Eduardo Bolsonaro de reassumir cargo na PF
Foto: Internet

Impasse na PF: Risco de prisão trava volta de Eduardo Bolsonaro e ameaça cargo de escrivão

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) vive um dilema jurídico e profissional neste início de 2026. Após a Polícia Federal ordenar seu retorno imediato ao cargo de escrivão, o parlamentar afirmou que não pretende abrir mão da função. No entanto, o retorno ao Brasil é considerado de alto risco por seus aliados devido à possibilidade iminente de prisão.

O Nó Cego da PF

Eduardo foi aprovado no concurso da Polícia Federal em 2010. Após anos de licença para exercer mandatos políticos, a corporação exige agora sua reapresentação presencial.

  • A Resistência: O ex-deputado alega que contribui para a previdência da PF e deseja manter o vínculo.

  • O Obstáculo: Como Eduardo é réu em ação penal por coação no curso do processo — sob acusação de tentar articular uma intervenção dos EUA em investigações no Brasil — sua chegada ao território nacional poderia resultar em detenção imediata.

  • Consequência: Sem se apresentar fisicamente para o trabalho em São Paulo, a perda do cargo público por abandono de função é vista como inevitável por analistas jurídicos.

Estratégia Eleitoral à Distância

Apesar do imbróglio, o Partido Liberal (PL) já traça planos para o capital político de Eduardo nas Eleições de 2026:

  • Senado ou Câmara: O partido estuda lançá-lo ao Senado ou como “puxador de votos” para a Câmara dos Deputados.

  • Campanha Remota: Em uma manobra inédita, aliados cogitam uma campanha feita inteiramente dos Estados Unidos, via redes sociais, para evitar o solo brasileiro antes do pleito.

  • Ficha Limpa: O maior risco para o PL não é apenas a ausência física, mas uma eventual condenação criminal que torne Eduardo inelegível antes do registro da candidatura.

“Honra acima do emprego”

Em declarações recentes, Eduardo afirmou que “jamais trocaria sua honra por um emprego”, indicando que a manutenção do cargo de escrivão, embora desejada, não o fará se entregar voluntariamente à Justiça brasileira neste momento.

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