Tensão Máxima: Maduro acusa Trump de “Pirata” e diz que EUA buscam petróleo e ouro da Venezuela
O clima geopolítico entre Venezuela e Estados Unidos atingiu um novo ápice de hostilidade. Em transmissão ao vivo pela TV estatal nesta sexta-feira (26), o presidente Nicolás Maduro rebateu as acusações de narcotráfico feitas por Washington, afirmando que o governo de Donald Trump utiliza tais alegações como “cortina de fumaça” para saquear as riquezas naturais venezuelanas.
“Não é Maduro, é o petróleo”
Durante reunião com aliados, Maduro foi enfático ao declarar que o interesse norte-americano não é a democracia, mas sim os recursos estratégicos do país sul-americano.
“Não é Maduro, é o petróleo que querem. Não é Maduro, é o ouro, as terras raras. Não podem dizer que tenho armas de destruição em massa, ninguém acreditaria… Então repetem mentiras permanentemente”, acusou o líder venezuelano.
Cerco Naval e Acusações de Pirataria
A fala ocorre em um momento crítico:
Interceptação de Navios: Os EUA apreenderam o segundo petroleiro venezuelano no Caribe em menos de um mês, sob o argumento de combate ao narcotráfico.
Recompensa: Washington oferece US$ 50 milhões pela captura de Maduro, acusado de liderar o “Cartel de los Soles”.
Resposta Legislativa: A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou uma lei que prevê até 20 anos de prisão para quem apoiar ou financiar o bloqueio naval.
Apoio das Potências: China e Rússia
No Conselho de Segurança da ONU, a Venezuela recebeu apoio de seus principais aliados. A China classificou as ações dos EUA como “unilateralismo e intimidação”, enquanto a Rússia descreveu a postura de Washington como um “comportamento de caubói” e uma agressão flagrante ao direito internacional.
Por outro lado, o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, reafirmou que o objetivo das sanções é asfixiar financeiramente o governo de Maduro, privando-o do lucro do petróleo que sustentaria “atividades narcoterroristas”.







