Gigante Chinesa BYD Anuncia Megafábrica de Ônibus Elétricos em São Paulo
A consolidação do Brasil como um dos principais centros globais de mobilidade sustentável ganhou um novo e robusto capítulo. Após assumir a planta da Ford em Camaçari (BA), a BYD confirmou nesta semana a construção de uma megafábrica de chassis de ônibus elétricos no estado de São Paulo. Com uma área projetada de 180 mil metros quadrados, a nova unidade será peça-chave para a expansão da marca na América Latina e na África.
Salto de Escala: De 600 para 7.000 Unidades
O projeto responde a um crescimento explosivo na demanda por transporte público de zero emissão. Para se ter uma ideia do salto tecnológico e industrial:
Produção Histórica: Em dez anos (2015-2025), a BYD produziu cerca de 600 chassis em sua unidade atual em Campinas.
Nova Meta: A megafábrica terá capacidade para entregar até 7.000 chassis por ano, um aumento de mais de dez vezes na escala produtiva.
A nova planta, prevista para ser concluída nos próximos três anos, deve centralizar as operações de veículos pesados da marca no estado, substituindo as instalações atuais que se tornaram insuficientes para o volume de encomendas.
Geração de Empregos e Exportação
O investimento terá um impacto direto no mercado de trabalho paulista. A expectativa é que o quadro de funcionários na divisão de ônibus e caminhões elétricos salte dos atuais 100 para até 800 trabalhadores diretos.
Além de suprir as prefeituras brasileiras que correm para eletrificar suas frotas (como São Paulo e Curitiba), a fábrica funcionará como um hub de exportação. A localização estratégica do Brasil facilitará o envio de veículos para países do Mercosul e, em uma fase posterior, para mercados emergentes no continente africano.
Estratégia de Transição: Planta Provisória
Para não perder o ritmo de entrega enquanto a megafábrica é erguida, a BYD planeja instalar uma unidade temporária nos arredores de Campinas já em 2026. O objetivo é garantir a produção de 1.200 chassis no próximo ano, dobrando tudo o que foi fabricado pela empresa na última década em solo brasileiro em apenas doze meses.







