Advogado agride médico em frente a crianças em condomínio de Goiânia
Um desentendimento entre crianças de 7 e 8 anos foi o estopim para uma cena de violência explícita em um condomínio de luxo em Goiânia. O advogado Rodolfo Ramos Caiado foi filmado agredindo um médico na área de lazer do prédio, um caso que agora está sob investigação da Polícia Civil e levanta debates sobre convivência e trauma infantil.
Como tudo começou: O conflito na quadra
A confusão não foi imediata. Tudo teve origem horas antes, na quadra de esportes do condomínio. Segundo o boletim de ocorrência, o filho do médico teria sido empurrado por outras três crianças. Ao presenciar a cena, o médico interveio e disse aos filhos para subirem, usando a frase: “Vamos subir, o filhinho de papai está aí”.
Essa fala foi o gatilho para o advogado Rodolfo Caiado, que interpretou a atitude como uma ofensa e intimidação contra seu filho.
O confronto: Agressão na frente das crianças
O encontro decisivo aconteceu mais tarde, na área da piscina. As imagens das câmeras de segurança mostram o momento em que o advogado aborda o médico, que estava sentado em uma cadeira de sol.
A Discussão: O advogado aparece em pé, gesticulando e apontando o dedo para o médico de forma agressiva.
O Ataque: Subitamente, Rodolfo desfere uma sequência de socos no rosto do médico.
A Reação: A vítima não revida, tentando apenas se proteger com os braços antes de se retirar do local.
As Testemunhas: Quatro crianças estavam na piscina e presenciaram toda a cena, o que, segundo a vítima, gerou um trauma profundo nos menores.
As duas versões do caso
O Médico: Afirma que sua fala na quadra foi apenas para afastar os filhos de uma “covardia” (três meninos contra um) e que foi atacado sem chance de defesa enquanto descansava.
O Advogado: Alega que reagiu a provocações e insultos homofóbicos que o médico teria direcionado ao seu filho. Rodolfo também sugeriu que a divulgação do vídeo tem “intenção política”, por ele ser sobrinho do governador Ronaldo Caiado.
O que acontece agora?
A Polícia Civil registrou o caso como lesão corporal. O exame de corpo de delito foi solicitado e o laudo está em andamento. Além da agressão física, os investigadores devem apurar relatos sobre possíveis ameaças e a presença de arma de fogo no momento da discussão. As testemunhas e moradores do condomínio começarão a ser ouvidos nos próximos dias.







