Despedida na Véspera de Natal: Morre Aruna, a segunda gêmea siamesa separada em Goiânia

Morre Aruna, gêmea siamesa que lutava pela vida após separação em GO
Morre Aruna, gêmea siamesa que lutava pela vida após separação em GO

Despedida na Véspera de Natal: Morre Aruna, a segunda gêmea siamesa separada em Goiânia

O Natal de 2025 é marcado pelo luto para a família de Aruna Rodrigues. A pequena paulista, que emocionou o Brasil ao passar por uma complexa cirurgia de separação de sua irmã Kiraz em maio deste ano, faleceu na tarde desta quarta-feira (24), no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia. Aruna não resistiu a um quadro de choque séptico após contrair uma infecção viral, encerrando uma batalha de sete meses pela vida após o procedimento.

Uma Luta de Sete Meses

Aruna e Kiraz nasceram unidas pelo tórax, abdômen e bacia. A cirurgia de separação, liderada pelo cirurgião Zacharias Calil, durou 19 horas e envolveu mais de 50 profissionais. Kiraz faleceu apenas oito dias após o procedimento. Desde então, Aruna permaneceu sob cuidados intensivos. No início de dezembro, a menina havia apresentado uma melhora significativa e chegou a ser transferida para a enfermaria, mas uma infecção viral grave forçou seu retorno à UTI, onde o quadro evoluiu para o óbito na véspera de Natal.

O Adeus do Pai e da Equipe Médica

Em um vídeo emocionante publicado nas redes sociais, o pai das meninas, Alessandro Rodrigues, comunicou a perda e explicou que a filha superou diversas cirurgias, mas acabou sucumbindo a esta última complicação respiratória. O Dr. Zacharias Calil também se manifestou, afirmando que “Deus resolveu aliviar o sofrimento da Aruna e a levou para perto de sua irmã Kiraz”. O corpo da pequena deve ser levado nesta quinta-feira (25) para Igaraçu do Tietê (SP), onde ocorrerá o sepultamento.

Legado de Coragem

A história das gêmeas siamesas mobilizou especialistas de todo o país devido à complexidade da união dos corações e órgãos pélvicos. O Hecad reforçou, em nota oficial, que ofereceu todo o suporte humano e tecnológico disponível durante os 228 dias de internação da criança. A morte de Aruna encerra um capítulo de imensa dedicação médica e fé familiar, deixando um rastro de saudade e solidariedade entre os que acompanharam a trajetória das irmãs “Kiruna”.

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