Ajuste Fiscal: Governo Mira Redução Linear de Incentivos Fiscais para Aprovação do Orçamento de 2026

Governo mira corte de incentivos fiscais antes da votação do Orçamento
Governo mira corte de incentivos fiscais antes da votação do Orçamento

Ajuste Fiscal: Governo Mira Redução Linear de Incentivos Fiscais para Aprovação do Orçamento de 2026

Em uma corrida contra o tempo antes do recesso parlamentar, a equipe econômica do governo intensifica a pressão no Congresso Nacional para a aprovação de medidas de ajuste fiscal. O foco principal está em uma proposta que estabelece a redução linear de incentivos e benefícios tributários concedidos pela União. A intenção é clara: garantir o equilíbrio das contas públicas e evitar cortes drásticos no Orçamento Anual (LOA) de 2026.

Impacto Estimado de R$ 20 Bilhões e Urgência na Votação

A proposta de corte nos benefícios fiscais está em análise na Câmara dos Deputados e tem um impacto estimado de R$ 20 bilhões nas receitas da União. Essa medida é vista como fundamental para cobrir o rombo nas contas.

A equipe do governo e membros da Comissão Mista de Orçamento (CMO) defendem que a aprovação desta matéria ocorra antes da votação do Orçamento de 2026, prevista para o dia 17 de dezembro. A aprovação da redução de incentivos é considerada o “melhor dos mundos” pelo presidente da CMO, Senador Efraim Filho (União-PB), pois ofereceria uma fonte de receita alternativa, evitando que o Executivo precise realizar bloqueios e contingenciamentos de gastos já no início do próximo ano.

Estratégia de Equilíbrio Fiscal e Outras Medidas

A proposta de reduzir os incentivos fiscais faz parte de um acordo mais amplo com o Congresso para compensar a recente derrubada de medidas que aumentavam a arrecadação, como o decreto que elevava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O governo argumenta que o equilíbrio fiscal não pode ser buscado apenas pelo aumento da receita (elevação de impostos) e, por isso, mira a revisão das despesas tributárias.

Além da redução linear de incentivos, a equipe econômica tem outra prioridade: a aprovação da tributação de bets (casas de apostas) e fintechs. Este projeto, já aprovado no Senado, aumenta a taxação sobre a receita bruta das apostas (GGR) de 12% para 18% e eleva a alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) para as fintechs.

Compartilhe este post :