Frank Gehry Morre Aos 96 Anos: O Legado do Gênio que Deu Curvas e Movimento à Arquitetura Mundial
A arquitetura mundial perdeu um de seus nomes mais revolucionários. O renomado arquiteto canadense-americano Frank Gehry faleceu nesta sexta-feira (5), aos 96 anos. Vencedor do prestigiado Prêmio Pritzker, Gehry é universalmente celebrado por seu estilo desconstrutivista e por transformar estruturas metálicas e formas assimétricas em obras de arte que parecem desafiar a gravidade e o senso comum. Sua morte marca o fim de uma era de ousadia e experimentação formal no design de edifícios.
O Desconstrutivismo e a Revolução das Curvas
Gehry se notabilizou por rejeitar as linhas retas e a rigidez do modernismo tradicional. Seu estilo é caracterizado pelo uso expressivo de materiais industriais, como o titânio e o aço inoxidável, aplicados em superfícies onduladas, amassadas e curvas. Suas construções, que parecem estar sempre em movimento ou em processo de desintegração controlada, redefiniram o conceito de monumentalidade e atração urbana no final do século XX e início do XXI.
O Efeito Bilbao e Obras Icônicas
A obra de Frank Gehry é inseparável do chamado “Efeito Bilbao”. O Museu Guggenheim de Bilbao, na Espanha, inaugurado em 1997, não apenas se tornou sua criação mais icônica, com suas curvas revestidas de titânio, como também revitalizou economicamente a cidade, provando o poder da arquitetura como vetor de transformação social e turística.
Outros marcos de seu legado incluem o Walt Disney Concert Hall em Los Angeles, com suas velas de aço inoxidável reluzentes, a Louis Vuitton Foundation em Paris e a peculiar Dancing House (Casa Dançante) em Praga. A capacidade de Gehry de integrar complexidade estrutural com apelo visual fez dele uma figura amada e, por vezes, controversa, mas inegavelmente influente, deixando uma vasta coleção de edifícios que são verdadeiros statements artísticos em paisagens urbanas globais.







