Comissão do Vaticano Decide Contra a Ordenação de Mulheres como Diáconas

Vaticano Proíbe Mulheres de se Tornarem Diáconas
Vaticano Proíbe Mulheres de se Tornarem Diáconas

Comissão do Vaticano Decide Contra a Ordenação de Mulheres como Diáconas

 

Uma comissão de estudos do Vaticano se manifestou formalmente contra a possibilidade de mulheres serem ordenadas diáconas na Igreja Católica. A decisão é um revés para os defensores de uma maior participação feminina nos ministérios ordenados, que esperavam uma abertura por parte do Papa Francisco.

O diaconato é o primeiro de três graus do sacramento da Ordem (os outros dois são o presbiterato e o episcopado). Embora o diácono seja um ministro ordenado, ele não é um padre e pode realizar batismos, assistir casamentos e pregar, mas não pode celebrar a missa nem confessar.


Os Argumentos da Comissão

 

A comissão de estudos, composta por teólogos e historiadores, foi estabelecida pelo Papa Francisco para analisar o papel das mulheres diáconas no início do Cristianismo. No entanto, a conclusão do grupo, segundo fontes do Vaticano, é que:

  • Não há base teológica e histórica suficiente para restaurar um diaconato feminino com as mesmas prerrogativas do diaconato masculino.

  • O diaconato feminino primitivo (mencionado no Novo Testamento, por exemplo, na figura de Febe, em Romanos 16:1) era uma função dedicada a ajudar as mulheres em batismos, cuidar dos doentes e auxiliar na caridade, e não envolvia uma ordenação sacramental nos mesmos moldes do masculino.

Apesar de a Igreja Católica permitir que mulheres exerçam funções importantes, como a de leitoras e acólitas (ministérios não ordenados), e a sua crescente participação em funções administrativas de alto escalão no Vaticano, a ordenação feminina permanece barrada pela tradição.

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