Saúde e Segurança: Caso Benício Levanta Alerta, e Médicos Defendem Múltiplas Checagens e Mais Emergencistas nos Hospitais

Caso Benício: Médicos Defendem Múltiplas Checagens e Mais Emergencistas
Caso Benício: Médicos Defendem Múltiplas Checagens e Mais Emergencistas

Saúde e Segurança: Caso Benício Levanta Alerta, e Médicos Defendem Múltiplas Checagens e Mais Emergencistas nos Hospitais

 

A morte do bebê Benício, de apenas 1 ano, ocorrida após a aplicação de adrenalina no lugar de um medicamento para refluxo em um hospital particular de Goiânia, levantou um alerta crítico sobre a segurança do paciente e os protocolos de emergência nas unidades de saúde.

Em resposta à tragédia, médicos especialistas em emergência e segurança hospitalar defendem a necessidade urgente de múltiplas checagens de medicamentos e a presença de mais emergencistas nos hospitais.


O Que Defendem os Especialistas

 

A aplicação equivocada de medicamentos, embora rara, é um risco real nos hospitais e geralmente decorre de falhas humanas agravadas pela pressão do ambiente de emergência.

  1. Múltiplas Checagens:

    • Profissionais da saúde defendem a regra dos “Cinco Certos” antes da administração de qualquer medicamento: paciente certo, medicamento certo, dose certa, via certa e hora certa.

    • A recomendação é que a checagem seja feita por pelo menos dois profissionais diferentes (o que prepara e o que aplica) para reduzir a chance de erro.

  2. Especialistas em Emergência:

    • É defendida a ampliação da atuação do médico emergencista, profissional especializado no atendimento de situações críticas.

    • A presença desses especialistas nas salas de emergência aumenta a capacidade de pronta resposta e de monitoramento rigoroso dos protocolos, especialmente em momentos de alto estresse.

O Caso Benício

 

Benício foi internado no hospital com bronquiolite e pneumonia. A mãe relatou que a adrenalina foi aplicada por uma técnica de enfermagem. A substituição do medicamento para refluxo (omeprazol) pela adrenalina levou à morte da criança.

A Polícia Civil de Goiás investiga o caso como homicídio culposo, e o hospital foi notificado para prestar esclarecimentos e revisar seus procedimentos internos. O Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) também abriu um procedimento para apurar a conduta dos profissionais envolvidos.

O caso reforça a necessidade de investimento em treinamento contínuo, padronização de embalagens de medicamentos e, acima de tudo, na cultura de segurança para proteger a vida dos pacientes.

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