Crise Internacional: Casa Branca Confirma que Almirante Autorizou Segundo Ataque que Matou Sobreviventes no Caribe
A Casa Branca confirmou nesta segunda-feira (1º) que o almirante Frank M. “Mitch” Bradley, comandante do USSOCOM (Comando de Operações Especiais dos EUA), foi o responsável por ordenar um segundo ataque contra um suposto navio de narcotráfico no Caribe, em 2 de setembro. A ação ocorreu após o ataque inicial não ter eliminado toda a tripulação a bordo.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, defendeu a decisão, afirmando que o almirante Bradley agiu “dentro de sua autoridade” e da lei para garantir que o barco fosse destruído e “a ameaça aos Estados Unidos da América fosse eliminada”. O segundo ataque, segundo a CNN, resultou na morte do restante da tripulação, que teria sobrevivido à primeira investida.
Crime de Guerra e Legítima Defesa
O incidente gerou intensos questionamentos nos Estados Unidos. Membros do Partido Democrata chegaram a classificar o bombardeio como um aparente crime de guerra.
A Casa Branca, no entanto, mantém a justificativa legal de que a ação foi realizada “em legítima defesa para proteger os americanos” e executada “em águas internacionais e de acordo com o direito dos conflitos armados”.
O governo do presidente Donald Trump tem classificado grupos narcoterroristas como sujeitos a ataques letais “de acordo com as leis da guerra”.
Apesar da defesa da Casa Branca, o próprio presidente Donald Trump expressou reservas, afirmando a repórteres que, pessoalmente, não teria desejado um segundo ataque, e lançou dúvidas sobre se o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, teria ordenado tal ação.
O episódio ocorre em um contexto de aumento da tensão na região, com as Forças Armadas dos EUA concentrando um contingente militar significativo no Caribe, incluindo o porta-aviões USS Gerald Ford, em meio à avaliação de próximos passos em relação à Venezuela.







