Saúde Pública: Butantan Desmente Mitos e Reforça Eficácia da Vacina Contra o HPV na Prevenção do Câncer
O Instituto Butantan e a comunidade médica reforçam a segurança e a importância da vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano), desmentindo uma série de mitos e informações falsas que circulam e dificultam a adesão à imunização. A vacina é considerada uma das principais ferramentas de saúde pública no combate a diversos tipos de câncer.
O HPV é responsável por causar doenças graves, como câncer de colo do útero (segunda causa de morte por câncer em mulheres no Brasil, segundo o Inca), câncer de pênis, ânus e orofaringe.
Mitos Desmentidos Pelo Butantan
O pediatra e gestor médico do Instituto Butantan, Mário Bochembuzio, esclareceu os boatos mais comuns que não têm nenhuma base científica:
Mito do Comportamento Sexual Precoce: “Não existe nenhuma evidência científica que comprove que a vacina contra o HPV tenha qualquer relação com o início precoce da atividade sexual. Ao contrário, ela é uma forma de proteção contra doenças graves”, afirmou o especialista.
Mito de que a Vacina Causa Câncer: A vacina não pode causar infecção ou câncer. Ela contém Partículas Semelhantes ao Vírus (VLPs), que não possuem material genético e protegem contra os tipos de HPV que estão diretamente ligados ao desenvolvimento dos cânceres.
Mito de Efeitos Adversos Graves: Estudos de larga escala, como o realizado na Dinamarca com 500 mil mulheres, não encontraram relação entre a vacina e o aumento de trombose ou infertilidade. A vacina é amplamente segura, com eficácia comprovada por mais de 15 anos de estudos.
Cobertura e Faixa Etária
A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente via Sistema Único de Saúde (SUS) para:
Meninas e meninos de 9 a 19 anos.
Grupos prioritários (como pessoas imunossuprimidas) até 45 anos.
O especialista do Butantan ressalta que a vacinação é mais eficaz na faixa etária entre 9 e 14 anos, devido à resposta imunológica ser mais forte. Além disso, a imunização de meninos é fundamental, pois o HPV é responsável por cânceres de pênis e ânus, e a vacinação masculina contribui para a redução da circulação do vírus na comunidade.







