Fraude Milionária na Saúde: Operação da Polícia Civil Mira Contrato de R$ 11,6 Milhões em Goiânia

Operação Fraude Milionária na Saúde de Goiânia
Operação Fraude Milionária na Saúde de Goiânia

Fraude Milionária na Saúde: Operação da Polícia Civil Mira Contrato de R$ 11,6 Milhões em Goiânia

 

A Polícia Civil de Goiás deflagrou uma operação para desmantelar um esquema de fraude milionária envolvendo um contrato da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia com uma empresa sediada em Palmas, no Tocantins. A investigação mira irregularidades em um acordo de R$ 11,6 milhões celebrado em junho de 2024, que teria sido pago integralmente em pouco mais de 30 dias, um prazo muito inferior ao estipulado, e sem a comprovação efetiva da prestação de serviço.

A ação policial cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em Goiás, Tocantins, São Paulo e Distrito Federal, buscando apurar crimes como associação criminosa, contratação direta ilegal e fraude em licitação.

O Núcleo da Suspeita

 

Segundo o delegado Cleynio Januário, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Decarp), o contrato previa o pagamento em 12 parcelas mensais após a execução do serviço de modernização da pasta da Saúde. No entanto, o pagamento de R$ 11,6 milhões foi antecipado sem licitação e sem evidências da contrapartida.

As investigações apontam indícios de irregularidade tanto na escolha da empresa quanto na execução contratual. Além das buscas, a operação incluiu medidas cautelares rigorosas, como a quebra de sigilo bancário e fiscal, sequestro e indisponibilidade de bens dos envolvidos, que, conforme a polícia, ostentavam uma “vida bastante luxuosa”. Carros de luxo e documentos foram apreendidos.

Reações Oficiais

 

  • Atual Gestão da SMS: Informou que a empresa alvo (Instituto Idesp) foi contratada pela gestão anterior e que a suspensão do convênio com a empresa foi um dos primeiros atos de sua administração, ressaltando que nenhuma ação de busca foi realizada na secretaria.

  • Ex-Prefeito Rogério Cruz: Sua assessoria declarou que ele não é alvo da operação e está à disposição para colaborar com as apurações de condutas individuais de ex-servidores.

  • Instituto Idesp: Em nota, afirmou que está averiguando a situação, mantém o compromisso com a transparência e continua colaborando com as autoridades.

A Polícia Civil busca concluir o inquérito com o possível indiciamento dos investigados pelos crimes de corrupção e fraude contratual.

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