Ex-Presidente de Sindicato Rural Preso: Polícia Revela que Suspeito se Trancava com Funcionárias em Sala com Acesso Controlado

Ex-Presidente de Sindicato se trancava com vítimas, diz polícia
Ex-Presidente de Sindicato se trancava com vítimas, diz polícia

Ex-Presidente de Sindicato Rural Preso: Polícia Revela que Suspeito se Trancava com Funcionárias em Sala com Acesso Controlado

A Polícia Civil de Goiás revelou detalhes do inquérito que levou à prisão preventiva de Olávio Teles Fonseca, ex-presidente do Sindicato Rural de Rio Verde. Ele é suspeito de crimes sexuais graves, incluindo estupro, abuso sexual, violência psicológica e coação contra três funcionárias da entidade.

A delegada Fernanda Simão, responsável pelo caso, informou que Olávio utilizava o controle de acesso de sua sala para isolar as vítimas. “A sala dele tinha uma tranca automática que só ele ou a autorização da secretária dele poderia abrir. A partir do momento em que elas estivessem ali dentro, ele que controlava se elas poderiam sair ou não,” explicou a delegada.

Vítimas e Modus Operandi

As vítimas são duas funcionárias efetivas e uma menor aprendiz. A investigação aponta que os crimes, que começavam com insinuações, evoluíam para atos libidinosos e conjunção carnal. Em um dos casos, as práticas teriam sido reiteradas por anos.

Segundo a delegada, o suspeito exercia violência psicológica ao ameaçar as funcionárias de forma indireta, alegando ser uma pessoa influente. “Ele falava que se os fatos fossem a conhecimento, elas não iam conseguir emprego em nenhum lugar,” contou Simão, que também investiga a intimidação de vítimas e testemunhas para que os crimes não fossem denunciados.

Reações Oficiais

  • Defesa de Olávio Teles Fonseca: Em nota, a defesa reiterou que o ex-presidente respeita as investigações e aguarda a conclusão, reforçando a presunção de inocência como garantia constitucional.
  • Sindicato Rural de Rio Verde: A entidade informou que Olávio se afastou voluntariamente do cargo e que Everaldo Barboza Pereira assumiu a presidência. O sindicato afirmou que não compactua com práticas que violem princípios éticos ou morais e confia na Justiça para o esclarecimento total dos fatos.

A Polícia Civil continua as investigações para verificar a existência de outras vítimas.

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