Operação Fogo Proibido: Goiás Prende 32 Pessoas por Apologia ao CV após Foguetório em Homenagem a Criminosos Mortos
Uma ação de inteligência e repressão da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) resultou na prisão de 32 pessoas e na apreensão de cerca de quatro mil fogos de artifício. A operação, denominada “Fogo Proibido”, foi deflagrada após um foguetório massivo ocorrido na noite de terça-feira (4/11), supostamente organizado por simpatizantes do Comando Vermelho (CV) em homenagem a criminosos mortos em uma megaoperação policial no Rio de Janeiro (RJ) em 28 de outubro.
As prisões ocorreram em diversos municípios goianos, sendo 14 em Goiânia, 9 em Aparecida de Goiânia, 6 em Abadia de Goiás e 3 em Rio Verde, demonstrando a capilaridade da manifestação.
Resposta Dura Contra a Apologia ao Crime
Segundo o secretário Renato Brum, a resposta das forças de segurança foi imediata e enérgica, com equipes da Polícia Civil e Militar atuando já na madrugada, logo após a circulação de vídeos da comemoração nas redes sociais.
O secretário Brum enfatizou que a maioria dos detidos não são membros diretos da facção, mas sim “simpatizantes ou pessoas que quiseram aparecer nas redes sociais,” com destaque para a ligação de muitos com torcidas organizadas. “A resposta vai ser dura. Em Goiás, não tem um palmo de terra onde as forças de segurança não entrem. Aqui não será aceito enaltecer criminosos,” declarou, garantindo que as lideranças da facção no estado estão isoladas.
O delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, esclareceu que, embora soltar fogos não seja crime em si, os indivíduos foram autuados por delitos como apologia ao crime, posse ilegal de arma e porte de drogas, reforçando a intolerância do estado a manifestações pró-facções.
Foco na Fiscalização e Continuidade da Operação
Coordenada pela SSP-GO, a Operação Fogo Proibido envolveu as Polícias Civil, Militar e Penal, o Corpo de Bombeiros e o Procon. Paralelamente às prisões, cerca de 30 empresas de venda de fogos foram fiscalizadas em Goiânia, Trindade, Senador Canedo e Anápolis, resultando na apreensão de produtos comercializados ou armazenados em situação irregular.
O comandante-geral da PM, coronel Marcelo Granja, confirmou que as ações de patrulhamento e inteligência continuam ativas para evitar qualquer tentativa de escalada da criminalidade. A SSP-GO não descarta novas prisões, enquanto as investigações se aprofundam para identificar os organizadores e incentivadores da ação nas plataformas digitais.







