Reação à Megaoperação no RJ: Argentina Declara PCC e CV Como Organizações Narcoterroristas e Reforça Fronteiras
A megaoperação policial nos complexos do Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes, gerou uma resposta imediata do governo argentino. Nesta quarta-feira (29), a Argentina declarou alerta máximo nas fronteiras com o Brasil e classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações narcoterroristas.
A medida, adotada pelo governo de Javier Milei, visa impedir a eventual fuga ou o deslocamento de integrantes das facções brasileiras para o território argentino.
Brasileiro Será Examinado “Minuciosamente”
A ministra da Segurança Pública da Argentina, Patricia Bullrich, afirmou que os controles de segurança em todos os pontos de fronteira serão reforçados. Ela detalhou que brasileiros que viajarem para o país serão examinados de perto.
“Esse alerta máximo significa observar com muita atenção todos os brasileiros que venham à Argentina, verificando se têm ou não antecedentes, mas sem confundir turistas com integrantes do Comando Vermelho”, disse a ministra.
Bullrich justificou a classificação das facções como narcoterroristas pela sua estrutura de poder armado. Ela também informou que a Argentina já monitora e mantém isolados mais de 40 presos brasileiros ligados ao CV ou ao PCC.
A Megaoperação no Rio de Janeiro
A ação que motivou a reação argentina ocorreu na terça-feira (28), nos complexos do Alemão e da Penha, e teve como alvo o Comando Vermelho (CV).
| Balanço da Operação (Última Atualização Oficial) | |
| Total de Mortos | 121 |
| Policiais Mortos | 4 |
| Suspeitos Mortos (Contagem oficial) | 117 |
A operação foi considerada a mais letal da história do estado. O secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, informou que, além dos mortos em confronto, 113 pessoas foram presas, sendo 33 delas de outros estados brasileiros (como Amazonas, Ceará e Pará).
A imprensa internacional também repercutiu o desdobramento da operação, especialmente com a proximidade da COP 30.







