Piloto relata pane no motor antes de queda de avião sobre residência em Goiânia
O piloto do avião que caiu sobre uma residência em Goiânia no início da tarde desta segunda-feira (13), identificado como Maurício Braga de Araújo, de 62 anos, informou ao Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) que o acidente foi causado por pane no motor enquanto a aeronave estava em voo. Diante da emergência, o piloto optou por realizar pouso forçado, escolhendo a residência como local menos arriscado para a tentativa de aterrissagem.
Em entrevista, o tenente Dovernice, que atendeu a ocorrência, explicou que o piloto tomou a decisão de pousar sobre o imóvel por avaliar que essa seria a melhor opção disponível no momento crítico, provavelmente para evitar áreas com maior circulação de pessoas ou veículos.
Maurício Braga de Araújo foi socorrido e conduzido ao Hospital de Urgências Otávio Lage (Hugol) com escoriações leves. O estado de saúde do piloto é estável e não inspira preocupações, segundo informações preliminares das equipes de atendimento.
A aeronave atingiu a cozinha, um quarto e a área externa do imóvel residencial, causando danos estruturais significativos à edificação. Felizmente, não havia moradores no local no momento do impacto, o que evitou feridos além do próprio piloto.
FAB aciona investigadores do Seripa VI
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VI), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), com sede em Brasília (DF), foram acionados para apurar as circunstâncias da ocorrência.
Os investigadores realizarão perícia técnica detalhada na aeronave, analisando sistemas mecânicos, eletrônicos e de propulsão para identificar a causa exata da pane relatada pelo piloto. Também serão ouvidos depoimentos de testemunhas e analisadas condições meteorológicas no momento do acidente.
Procedimentos de investigação aeronáutica
De acordo com protocolos estabelecidos pelo Cenipa, investigações de acidentes aeronáuticos seguem metodologia científica rigorosa, com objetivo de identificar fatores contribuintes e propor recomendações de segurança que possam prevenir ocorrências semelhantes no futuro.
O Seripa VI colherá dados do gravador de voz da cabine (se houver), analisará registros de manutenção da aeronave, histórico do piloto e todas as circunstâncias operacionais que envolveram o voo. O relatório final pode levar meses para ser concluído, dependendo da complexidade da investigação.
Danos materiais e providências
Os proprietários do imóvel atingido deverão acionar seguro da aeronave e eventualmente buscar reparação pelos danos causados. A Defesa Civil de Goiânia deve avaliar a estrutura do imóvel para determinar se há riscos de desabamento e orientar os moradores sobre procedimentos de segurança.
A remoção dos destroços da aeronave dependerá de autorização do Seripa VI, que pode solicitar preservação da cena do acidente até conclusão das perícias iniciais. Somente após liberação dos investigadores os escombros poderão ser retirados e obras de recuperação do imóvel poderão ser iniciadas.







