Caso Elisângela Souza: Polícia Civil de Goiás Conclui Inquérito e Indica Rildo Soares por Feminicídio e Outros Crimes

Caso Elisângela Souza: Polícia Civil de Goiás Conclui Inquérito e Indica Rildo Soares por Feminicídio e Outros Crimes
Caso Elisângela Souza: Polícia Civil de Goiás Conclui Inquérito e Indica Rildo Soares por Feminicídio e Outros Crimes

Caso Elisângela Souza: Polícia Civil de Goiás Conclui Inquérito e Indica Rildo Soares por Feminicídio e Outros Crimes

 


A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Rio Verde, concluiu o inquérito que apurava o desaparecimento e morte de Elisângela da Silva Souza, de 26 anos. O delegado Adelson Candeo, responsável pelo caso, indiciou Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, por feminicídio, estupro, ocultação de cadáver e furto qualificado. O inquérito foi finalizado com um conjunto robusto de provas e a confissão do suspeito, e agora segue para análise do Ministério Público de Goiás (MPGO).

 

A Morte de Elisângela

 

Elisângela Souza desapareceu em 11 de setembro, após sair para o trabalho nas primeiras horas da manhã. Câmeras de segurança registraram Rildo forçando a vítima a segui-lo até um terreno baldio.

De acordo com a confissão de Rildo, o plano inicial era apenas roubar a jovem. No entanto, o cenário mudou quando Elisângela reagiu, conseguindo desarmá-lo e ferindo-o no braço com a faca. Em seguida, Rildo estuprou e matou a vítima, desfigurando-a. O corpo foi parcialmente enterrado e deixado semi-nu.

O suspeito ainda levou o celular da vítima, o que o delegado acredita ter sido um “souvenir” (lembrança) do episódio violento, um padrão de comportamento de serial killers.

 

Prisão na Cena do Crime e Laudos Periciais

 

O corpo de Elisângela foi encontrado na Avenida 75, no Bairro Popular, em Rio Verde. Rildo Soares, após saber da movimentação policial, retornou ao local para observar o trabalho da perícia, mas foi reconhecido por um policial e preso ao tentar fugir.

Embora Rildo tenha negado o estupro no primeiro depoimento, laudos periciais confirmaram o abuso sexual. Posteriormente, em depoimento na Casa de Prisão Provisória (CPP) em Goiânia, ele confessou e detalhou a abordagem, alegando que “não queria matá-la, mas ficou com muita raiva quando ela o desarmou”.

Se for formalmente denunciado pelo MP e condenado pelos crimes contra Elisângela, Rildo poderá cumprir uma pena de até 66 anos de prisão, considerando agravantes como crueldade e motivo torpe.

 

O “Suposto Serial Killer” e Outras Investigações

 

O caso de Elisângela é apenas um dos 17 inquéritos ativos contra Rildo Soares nos estados de Goiás e Bahia. A Polícia Civil investiga a possibilidade de que ele seja um serial killer devido ao modus operandi e à quantidade de crimes relacionados.

Somente em Goiás, o investigado é suspeito de envolvimento em:

  • Três feminicídios (incluindo o de Elisângela)
  • Sete estupros ou tentativas de estupro
  • Dois desaparecimentos
  • Uma morte suspeita por incêndio, um latrocínio tentado e dois roubos.

A polícia encontrou na casa de Rildo itens pessoais de outras mulheres, o que forneceu indícios de seu envolvimento em mais crimes. Além de Elisângela, ele já confessou os feminicídios e estupros de Monara Pires Gouveia (42 anos) e Alexânia Hermógenes Carneiro (40 anos), cujos inquéritos devem ser os próximos a serem concluídos.

Apesar de Rildo alegar em depoimento que ouve vozes e não se lembra de muitas coisas, o delegado Candeo afirma que o suspeito “tem a mente de um serial killer,” mantendo um padrão de ação, voltando ao local do crime e guardando lembranças das vítimas.

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